Paes tenta obter neutralidade de Bolsonaro para conter Witzel

Candidato ao governo do Rio, Eduardo Paes (DEM) trabalha para que o clã Bolsonaro adote postura de neutralidade neste segundo turno. A informação é de Paulo Cappelli, de O Dia. Com isso, pretende frear o crescimento de Wilson Witzel (PSC), com quem disputará a preferência do eleitorado. O senador, Flávio Bolsonaro (PSL) disse que se reunirá hoje  com os 13 nomes do partido que, no ano que vem, assumirão o mandato de deputado estadual. "Quero ouvir a preferência de cada um sobre a disputa ao Palácio Guanabara", disse o presidente do PSL-RJ. A tendência é que Witzel tenha a ampla maioria dos apoios. Isso, se não for aclamado por unanimidade. E o que isso tem a ver com o PT no segundo turno?

Antes de falar sobre o PT, um rápido parêntese. Witzel foi o único dos candidatos ao governo a fazer caminhada ao lado de um integrante do clã Bolsonaro (Flávio) no primeiro turno. Mas o futuro senador também participou de um ato no qual Paes estava presente e elogiou o "gabarito" e a "competência" do ex-prefeito. Ou seja, ambos têm relação cordial.

Com a eventual neutralidade do clã Bolsonaro na eleição fluminense, Paes oferece a mesma postura no que diz respeito à disputa entre Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT) para a Presidência. Ocorre que o PT do Rio, apesar da ótima relação com Paes, só dará palanque ao ex-prefeito caso este anuncie o apoio a Haddad. "Se o Eduardo ficar neutro, também ficaremos. Não tem nenhum apoio garantido", diz Washington Quaquá, presidente do PT-RJ.

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