Em meio a nova crise, Messina deixa a Prefeitura

O secretário da Casa Civil da Prefeitura do Rio, Paulo Messina (PRB) pediu demissão na tarde desta quarta-feira. Principal nome do governo Crivella, a ponto de ser chamado informalmente de "primeiro-ministro", ele teve novas divergências com o secretário municipal de Educação, Cesar Benjamin, que tem reclamado publicamente sobre a dificuldade para liberação de recursos necessário para a reforma de escolas. Messina, inclusive, já empacotou todos os seus objetos pessoais e já os retirou de seu gabinete.

 

Messina já conversou com o prefeito Marcelo Crivella e relatou as desavenças. Segundo fontes da prefeitura, dificilmente, o secretário da Casa Civil aceitaria reconsiderar a sua decisão. O secretário deve oficializar sua saída no fim da tarde desta quarta-feira. Nesta quinta-feira, ele deve reassumir sua vaga como vereador na Câmara.

Nos bastidores comenta-se que, entre os motivos da divergência entre os dois secretários, estava a insistência de Benjamin para tentar liberar a realização de uma série de serviços para a Pasta sem licitação. Messina, no entanto, questionava a urgência das contratações. Alguns dos contratos chamaram a atenção do Tribunal de Contas do Município (TCM), que está analisando a legalidade dos mesmos.

 

A briga entre o Messina e César Benjamin não é de hoje. O último epsódio aconteceu em junho, quando Messina reintegrou a diretora de uma escola que foi exonerada com autorização do secretário de Educação.

 

Em maio, Benjamin chamou Messina de ''espertalhão'' e pediu demissão da pasta. Horas depois, ele voltou atrás em sua decisão e se manteve no cargo. Paulo Messina também já criticou o colega, e afirmou que a secretaria de educação estava ''ficando ingovernável''. Depois, porém, os dois "selararam um acordo de paz".

 

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