22/09/2019 21:25

Justiça Federal mantém presos deputados da Furna da Onça

imagem

O desembargador Abel Gomes, relator da operação Furna da Onça, prorrogou em caráter preventivo a prisão dos deputados estaduais envolvidos no chamada “Propinolândia” da Alerj. Eles estavam presos temporariamente e o prazo se esgotou no primeiro minuto de hoje. Continuam detidos 14 investigados na Operação Furna da Onça, desdobramento da Lava Jato no Rio deflagrada no último dia 8. A ação prendeu 22 pessoas na investigação do 'mensalinho' da Alerj.



Segundo o Ministério Público Federal, o esquema movimentou R$ 54 milhões em pagamentos para que deputados votassem com o governo na Alerj. Distribuição de cargos no Detran também era uma forma de "agradar" parlamentares, que traziam consigo apoio político em suas bases.




Conversão em prisão preventiva



Deputados André Correa (DEM), Chiquinho da Mangueira (PSC), Coronel Jairo (MDB), Luiz Martins (PDT), Marcos Abrahão (Avante) e Marcus Vinicius "Neskau" (PTB);

Affonso Henrique Monnerat, secretário de Governo;

O vereador Daniel Martins (PDT);

Carla Adriana Pereira, diretora de Registros do Detran;

Assessores Andreia Cardoso do Nascimento, Fabio Cardoso do Nascimento, José Antonio Wermelinger Machado, Leonardo Mendonça Andrade e Magno Cezar Motta.

Manutenção da prisão preventiva



Edson Albertassi (MDB), Jorge Picciani (MDB) e Paulo Melo (MDB): suspensão do exercício da função pública;

Alcione Chaffin Andrade Fabri, chefe de gabinete e operadora financeira de Marcos Abrahão: proibição do exercício da função pública;

Jorge Luis de Oliveira Fernandes, assessor e operador financeiro de Coronel Jairo: proibição do exercício da função pública;

Leonardo Silva Jacob, presidente recém-exonerado do Detran;

Shirlei Aparecida Martins da Silva, recém-exonerada do cargo de subsecretária na Secretaria de Ciência, Tecnologia e Desenvolvimento Social.

O objetivo do pedido, segundo o MPF, é “impedir que os investigados possam continuar praticando crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa”.

Para os procuradores, “o exercício do mandato dos deputados e dos demais investigados em suas funções públicas é também um risco para a obtenção de provas”.



O documento cita deputados presos e outros investigados, considerando a gravidade dos crimes praticados e as tentativas de destruir provas. A investigação é também conduzida pela Polícia Federal (PF) e a Receita Federal (RF).





Para o MPF, a prisão preventiva de 18 dos 22 alvos é a melhor medida para impedir prejuízos ao andamento da investigação, já que houve indícios de que alguns investigados tiveram acesso a informações da operação antes de ela começar, o que pode ter prejudicado perdas no cumprimento dos mandados de busca e apreensão.

'