26/08/2019 02:11

VOU DEFENDER MINHA HONRA, DIZ RODRIGO NEVES AO CHEGAR À CIDADE DA POLÍCIA

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O prefeito de Niterói, Rodrigo Neves, preso na manhã desta segunda-feira em uma operação do Ministério Público do Rio (MPRJ) e da Polícia Civil, desdobramento da Lava Jato no Rio, chegou por volta das 9h10 na Cidade da Polícia, no Jacarezinho. Em sua chegada, com lagrimas nos olhos, ele negou as acusações de recebimento de propina do transporte público.

"Vou defender minha honra, com respeito às instituições. Eu acho que foi uma decisão monocrática, isso poderia ser esclarecido sem uma decisão de força, mas respeito e espero que o estado democrático de direito funcione", disse.

De acordo com Neves, a concorrência para o setor de transportes de Niterói, cidade da qual é prefeito reeleito, foram realizadas antes de suas gestões. Segundo ele, assim que assumiu foi realizada a unificação das tarifas do município.


"Se eu não tivesse feito isso, a tarifa de Niterói hoje seria de mais de R$ 4,50, bem superior à tarifa atual. Nós cobramos muito do sistema de transporte e Niterói tem hoje o sistema mais organizado da Região Metropolitana, com quase 90% da frota com ar-condicionado, coisa que não acontece em nenhuma outra cidade do Rio de Janeiro. Nós contratamos uma auditoria da Fundação Getúlio Vargas, independente, para analisar o equilíbrio econômico-financeiro. Ela apontou que as tarifas eram equilibradas e que em 2018 não deveria ter aumento, e não demos aumento. Eu realmente estou perplexo , absolutamente perplexo", concluiu.

Além de Rodrigo Neves, estão presos o ex-secretário de obras de Niterói e ex-conselheiro de administração da Nittrans, Domício Mascarenhas de Andrade, o presidente do consórcio transoceânico e sócio da viação Pendotiba, João Carlos Félix Teixeira e o administrador do consórcio Transnit e sócio da auto lotação Ingá, João dos Anjos Silva Soares. Mais um empresário do ramo do transporte público rodoviário, que ainda não teve sua identidade revelada, também é alvo da operação.

Segundo o MPRJ, empresas de ônibus pagaram propina para a gestão de Rodrigo Neves, entre 2014 e 2018, que somam aproximadamente R$ 10,9 milhões, que foram desviados dos cofres públicos, segundo a denúncia.

O prefeito de Niterói é apontado como líder de esquema que cobrava das empresas de ônibus consorciadas do município 20% sobre os valores do reembolso da gratuidade de passagens. O benefício é concedido a alunos da rede pública de ensino, idosos e pessoas portadoras de necessidades especiais.

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